
São Tomé e Príncipe · 8 min
Onde Ficar na Ilha do Príncipe: Bom Bom, Roça Sundy, Sundy Praia e Belo Monte
Luciano Baetz · 06 de setembro de 2026
Os quatro alojamentos da Ilha do Príncipe comparados — Bom Bom, Roça Sundy, Sundy Praia e Roça Belo Monte —, quantas noites precisa e como encaixar o voo interno a partir de São Tomé.
Onde ficar na Ilha do Príncipe? A Ilha do Príncipe tem poucos alojamentos e nenhum deles é indiferente. O Bom Bom é a escolha equilibrada, entre duas praias. A Roça Sundy é a escolha de quem quer história e carácter. O Sundy Praia é o luxo em villas de tenda dentro da floresta. E a Roça Belo Monte é a casa senhorial no alto, com a vista que toda a gente fotografa.
O Príncipe é a ilha mais pequena, mais verde e mais tranquila do arquipélago, classificada Reserva da Biosfera pela UNESCO. Tem poucos milhares de habitantes, uma estrada principal e um punhado de unidades hoteleiras — o que significa que a escolha do alojamento condiciona a viagem toda, muito mais do que em São Tomé.
Neste artigo
- Porque é que o Príncipe é uma decisão à parte
- Onde ficar na Ilha do Príncipe: os quatro alojamentos
- Qual escolher, por perfil de viajante
- Quantas noites e como encaixar
- Perguntas frequentes sobre os hotéis do Príncipe
- Tratamos da ilha inteira
Porque é que o Príncipe é uma decisão à parte
Ir ao Príncipe não é uma excursão de um dia a partir de São Tomé. Implica um voo interno de cerca de meia hora, num avião pequeno, e no mínimo duas a três noites para compensar a deslocação.
Há duas consequências práticas. A primeira: a franquia de bagagem do voo interno é bem menor do que a do voo internacional — convém deixar parte da bagagem em São Tomé e levar só o essencial. A segunda: os voos não operam todos os dias, por isso é o horário do avião que manda no itinerário, não o contrário. Explicamos os horários no artigo sobre TAP ou STP Airways.
Onde ficar na Ilha do Príncipe: os quatro alojamentos
Bom Bom
O Bom Bom é o alojamento mais conhecido da ilha e o mais usado nos circuitos. Fica entre duas praias, com a sua ilhota ligada a terra por um passadiço de madeira — a imagem que representa o Príncipe em metade das fotografias que já viu.
É um hotel simples à beira-mar, não um resort de cinco estrelas. O argumento é a localização e o ritmo: acorda-se com o mar, mergulha-se antes do pequeno-almoço e o dia corre devagar.
Ideal para: quem quer praia, tranquilidade e o cenário clássico do Príncipe.
Evite se: espera serviço e instalações de hotel de luxo.
Roça Sundy
A Roça Sundy é uma antiga plantação convertida em hotel de charme, e é o alojamento com mais história do arquipélago. Foi ali que, em 1919, a observação do eclipse solar ajudou a confirmar a Teoria da Relatividade de Einstein — um dos momentos mais importantes da ciência do século XX aconteceu naquele terreiro.
Dormir numa roça é uma experiência que não existe em mais lado nenhum: a casa senhorial, o hospital, a capela e as senzalas percorrem-se a pé, e a comunidade que ali vive continua a viver ali.
Ideal para: quem viaja pela história, pela cultura e pelo carácter do sítio.
Evite se: quer acordar com os pés na areia — a roça fica no interior, não na praia.
Sundy Praia
O Sundy Praia é o alojamento mais exclusivo da ilha: villas de tenda instaladas na floresta, junto à praia, com um nível de conforto e de privacidade que não tem paralelo no arquipélago. É eco-luxo no sentido próprio do termo — construção leve, integrada na paisagem, com serviço de resort.
Ideal para: lua de mel, ocasiões especiais e quem quer o melhor que a ilha tem para oferecer.
Evite se: o orçamento é a principal preocupação — é a opção mais cara do arquipélago.
Roça Belo Monte
A Roça Belo Monte é uma casa senhorial recuperada, no alto, virada para a baía e para a Praia Banana — a praia em forma de meia-lua que aparece nos cartazes do destino. A vista da varanda é, sem exagero, uma das melhores de toda a África Ocidental.
Combina o carácter de uma roça histórica com um conforto superior ao habitual neste tipo de propriedade.

Viagem em destaque
Férias em São Tomé e na Ilha do Príncipe: 9 Dias com Voos
Roteiro pelas duas ilhas com extensão à Ilha do Príncipe: voo doméstico entre ilhas, cinco excursões com guia e 4x4 com motorista incluídos.
Ideal para: quem quer a vista e o ambiente de roça sem abdicar de conforto.
Evite se: tem dificuldade de mobilidade — está no alto, e a praia fica lá em baixo.
Qual escolher, por perfil de viajante
- Primeira vez no Príncipe, 3 noites: Bom Bom. Cobre praia, mar e o essencial da ilha.
- Lua de mel: Sundy Praia, ou Belo Monte se preferir carácter a luxo.
- Viajante cultural: Roça Sundy, sem hesitar.
- Fotografia e paisagem: Belo Monte, pela vista sobre a Praia Banana.
- Duas bases em 5 noites: uma roça e o Bom Bom — é a combinação que mostra as duas caras da ilha.
Quantas noites e como encaixar
Três noites é o mínimo que faz sentido. Com duas, metade do tempo vai-se nos voos e nos transferes. Com cinco, dá para dividir entre duas bases e ainda sobra tempo para não fazer nada — que no Príncipe é meio caminho andado.
Uma viagem completa ao arquipélago, com São Tomé e o Príncipe, pede 10 a 11 dias. É exatamente o formato do nosso circuito São Tomé de Lés a Lés, que atravessa as duas ilhas com os voos internos, os transferes e as noites já encaixados.
Para saber o que visitar, leia o guia o que fazer na Ilha do Príncipe. Para a ilha de São Tomé, veja o guia completo de onde ficar em São Tomé e Príncipe, com os alojamentos por zona.
Perguntas frequentes sobre os hotéis do Príncipe
Qual é o melhor hotel da Ilha do Príncipe?
Depende do que procura. Sundy Praia para luxo, Roça Sundy para história, Belo Monte para a vista, Bom Bom para praia e equilíbrio. Não há uma escolha errada — há escolhas desalinhadas com o que se quer da viagem.
O grupo Pestana tem hotel no Príncipe?
Não. O Pestana tem unidades na cidade de São Tomé, mas nenhuma na Ilha do Príncipe. A confusão vem do antigo resort do Ilhéu das Rolas, que já não opera — e o Ilhéu das Rolas fica no extremo sul da ilha de São Tomé, não no Príncipe.
Vale a pena ir ao Príncipe só por dois dias?
Sinceramente, não. Entre o voo, os transferes e os horários, ficam poucas horas úteis. Se só tem dois dias disponíveis, é preferível aproveitá-los melhor no sul de São Tomé.
Há bancos e multibancos no Príncipe?
A oferta é ainda mais limitada do que em São Tomé. Leve dinheiro consigo — veja quanto dinheiro levar e em que forma.
Quando é a melhor altura para ir?
A estação seca, de junho a setembro, e o pequeno período seco entre dezembro e fevereiro. O Príncipe é mais húmido e mais verde do que São Tomé durante todo o ano.
Quantos dias são precisos para São Tomé e Príncipe?
Oito dias é o mínimo sensato para a ilha de São Tomé, e nove a onze se quiser juntar a Ilha do Príncipe. Propomos roteiros dia a dia em roteiro por São Tomé e Príncipe.
Quanto custa uma viagem a São Tomé e Príncipe?
Uma viagem organizada de 8 dias, com voos desde Lisboa, meia pensão, guia e excursões, custa desde 2.350 € por pessoa. Comparamos todos os preços em quanto custa uma viagem a São Tomé e Príncipe.
É seguro viajar para São Tomé e Príncipe?
Sim. É um dos países mais tranquilos de África; os cuidados a ter são sobretudo com o paludismo, as estradas e o mar. Explicamos tudo em é seguro viajar para São Tomé e Príncipe?.
Quantas horas de voo são de Lisboa a São Tomé?
Cerca de 6h30 a 6h45 em voo direto. Em alguns dias há uma escala técnica em Acra, que acrescenta perto de uma hora. Mais detalhes em quantas horas de voo de Portugal para São Tomé.
Tratamos da ilha inteira
O Príncipe é a parte da viagem em que a logística mais facilmente se desmonta: voos que não operam todos os dias, poucos quartos disponíveis e alojamentos que esgotam com meses de antecedência. É por isso que reservamos com antecedência e encaixamos tudo antes de propor datas. Fale com a nossa equipa e desenhamos a viagem consigo.